• Acessar Portal UEFS

Notícias

07/03/2018 22:03

Delegada afirma que mulheres ainda relutam em denunciar agressões

A mulher brasileira ainda reluta em denunciar casos de diferentes tipos de agressão, mas ela precisa se perceber como cidadã e também como vítima, para não justificar condutas que desqualifiquem como sujeitos do direito. A afirmação é de Maria Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana.

Neste contexto, Clécia Vasconcelos lembra que a violência atinge mulheres de todas as classes sociais, de todas as formações, e não apenas as menos favorecidas economicamente. "E a violência não é apenas física, mas também psicológica e patrimonial, dentre outras", enfatiza.

Dentro do contexto emocional, a delegada afirma que as mulheres devem superar pensamentos negativos que as auto-desqualificam. "Elas não devem achar que deveriam ter ficado caladas, que não deveriam estar naquele lugar ou não ter vestido tal roupa; tudo isso é fruto de uma sociedade machista".

Sobre a realidade de Feira de Santana em relação à violência contra a mulher, Clécia Vasconcelos afirma que o município possui um diferencial de luta que, se ainda não acabou com as incidências, reduziu o número de feminicídos. No entanto, ela reconhece que em muitos casos o ciclo de violência se perpetua, pois a mulher, "em função da pressão social a que lhe é afligida, ela decide dar uma chance, dificultando romper o ciclo de violência".

Ainda sobre peculiaridades a respeito de Feira de Santana, Clécia Vasconcelos observa que o município possui importantes políticas e ações voltadas à mulher, sim. Ela fez referência à bancada feminina na Câmara Municipal "que apresenta propostas interessantes, como prioridades para mulheres vítimas de violência no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, tratamento eletivo na rede de saúde", e cita ainda os movimentos sociais.

Clécia Vasconcelos salienta que todas as mulheres devem ser orgulhar. "É um privilégio que Deus nos deu do saber, do estudar, do qualificar, e assim podermos ser voz, ser ação", disse.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.